O QUE SÃO ALIMENTOS FUNCIONAIS?
Segundo a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), alimentos funcionais são
aqueles que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos através da atuação de
um nutriente ou não nutriente no crescimento, desenvolvimento, manutenção e em
outras funções normais do organismo humano.
De acordo com a ANVISA, o alimento ou
ingrediente que alegar propriedades funcionais, além de atuar em funções
nutricionais básicas, irá desencadear efeitos benéficos à saúde e deverá ser
também seguro para o consumo sem supervisão médica.
É importante salientar que antes do
produto ser liberado para o consumo deve obter registro no Ministério da Saúde
e, para isso, precisa demonstrar sua eficácia e sua segurança de uso. O
fabricante deve apresentar provas científicas comprovando se a alegação das
propriedades funcionais referidas no rótulo são verdadeiras, e se o consumo do
produto em questão não implica em risco e sim, em benefício à saúde da
população. Lembrando ainda que as alegações podem fazer referências à manutenção
geral da saúde, à redução de risco, mas, não à cura de doenças.
Alguns exemplos de alimentos funcionais
reconhecidos cientificamente são: o alho, o vinho, a aveia, a soja,
a linhaça, o tomate, alguns tipos de chás, entre muitos outros.
De acordo com o Comitê de
Alimentos e Nutrição do Instituto de medicina internacional (IOM/FNB),
alimentos funcionais são qualquer alimento ou ingrediente que possa
proporcionar um benefício à saúde além dos nutrientes tradicionais que ele
contêm.
Em geral, os probióticos, prebióticos,
fitoesteróis, antioxidantes e as fibras são alimentos funcionais e podem atuar
evitando a absorção da gordura e do colesterol, são bons para o intestino e
beneficiam a saúde em geral.
Algumas substâncias consideradas
funcionais são:
ÁCIDOS GRAXOS: têm o efeito protetor contra cânceres
de mama e próstata, e são encontrados em azeite de oliva.
ÔMEGA-3: ele evita a formação de coágulos
sanguíneos na parede arterial, diminui a pressão sanguínea e aumenta o HDL
plasmático (colesterol bom) e reduz o colesterol LDL (ruim). É encontrado nos
peixes de água fria e frutos do mar.
ÔMEGA-6: têm o efeito protetor para doenças
cardiovasculares, ele é encontrado em óleos vegetais, como azeite, e nos óleos
de canola, milho, girassol, bem como nozes, soja e gergelim.
FITOESTERÓIS (ISOFALVONAS): agem precipitando o colesterol dietético presente no intestino; pode
colaborar na redução da absorção do colesterol LDL e tem propriedade de
auxiliar no controle de alguns hormônios sexuais e, eventualmente, aliviar os
sintomas da TPM (Tensão Pré - Mestrual) por atenuar a queda de estrógeno
que ocorre nessa fase. Suas fontes são soja e inhame.
ANTOCIANINAS (FLAVONÓIDES): possuem propriedade
anti-carcinogênicas, anti-inflamatórias e antialérgicas e são
encontrados em cerejas, uvas, morangos, amoras e berinjelas.
CAROTENÓIDES: são essenciais para a visão e protegem
contra a oxidação e contra doenças cardiovasculares. São encontrados em
cenoura, abóbora e mamão.
LICOPENO: reduz a concentração de radicais
livres e previne o ataque cardíaco por impedir a oxidação de LDL (colesterol
ruim).
Uma alimentação
equilibrada e variada incluindo, diariamente, alimentos de todos os grupos na
proporção correta já fornece alimentos com propriedades funcionais naturais,
sendo desnecessária a aquisição de produtos funcionais industrializados
normalmente com custo mais elevado para obter os nutrientes essenciais e os
benefícios à saúde.
http://www.iom.edu/About-IOM/Leadership-Staff/Boards/Food-and-Nutrition-Board.aspx

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